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Todo Poder ao Povo!

12.07.2017

Texto sobre a experiência da educadora na exposição Todo Poder ao Povo! Emory Douglas e os Panteras Negras. Para saber mais sobre esse projeto clique aqui. 

 

Sem dúvida foi Transgressor mergulhar nas fontes de água e saberes apreendido nas leituras de Bell Hooks, Paulo Freire e Ângela Davis. Certamente, estávamos diante à necessidade de pensarmos as tensões raciais e sociais existentes em sua multiplicidade, estivemos frente as implicações de gênero e disputas de poder neste microespaço de formação em arte-política e cultural negra.

 

Nos propusemos pensar, coletivamente, as contradições e confluências de vivências negras nos diferentes tempos e espaços.  As ações dos “Panteras Negras” ultrapassam os limites das molduras e o esforço de mediação, elas buscam dar visibilidade histórica de resistência negra nas Américas.

 

Nossa fala percorreu caminhos de continuidade existentes nos movimentos transatlântico da diáspora negra.

 

Por meio de signos simbólicos de identidade, buscamos reconstruir espaços de sociabilidade capaz de despertar identidades negras plurais e o entendimento do princípio de vida “Resistir” enquanto ação política.

 

Por entre relatos, olhares e sentimentos aprendidos em cada mediação, foi possível entender essa resistência em sua pluralidade.

 

Tal como disse Viola Davis “A única coisa que separa uma mulher de cor de qualquer outra pessoa é a oportunidade”. Nós, intelectuais, artistas, educadoras, escritoras negras, fizemos parte de um dos pouco educativos artísticos de maioria feminina e negra. A grande indagação é... E quando o tema não for questões raciais? Onde nossas narrativas individuais e coletivas serão contadas, e quando elas se farão necessárias? Ainda é preciso que ocorra uma descolonização da mentalidade social, apenas assim passaram a nos enxergar enquanto sujeitos políticos capaz de desenhar reflexões diversas sobre a condição contemporânea de sermos mulheres negras. 

 

 

Tais Teles é Arte - Educadora, pesquisadora das relações raciais, cultura Afro-brasileira, gênero, juventude, espaços urbanos, identidade e territorialidade negra. 

 

* Referência da imagem: ilustração de Emory Douglas para o jornal The Black Panther, edição publicada em 27 de junho de 1970.

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